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Ciberataques Cibercrime Cibersegurança

Foliões na mira do cibercrime

Em algumas datas do nosso calendário o número de ataques cibernéticos aumenta consideravelmente – Natal, Copa do Mundo, black friday, eleições… E no carnaval não é diferente. Uma pesquisa feita em 2024 verificou-se, dentre os entrevistados, que:  

  • Os golpes mais comuns incluem Pix ou QR code adulterado somando 46,4%, 
  • Perfis falsos vendendo produtos ou serviços carnavalescos tem 35,7% 
  • Clonagem de cartão ou cobranças indevidas em transporte 21,4%, r 
  • Roubo de celular seguido de acesso a contas bancárias ou clonagem de WhatsApp 17,9% 
  • Ingressos falsos 14,3%  
  • Golpes em hospedagens, como anúncios falsos ou cobranças indevidas, representam 10,7%. 

Ainda que as empresas estejam com as políticas de segurança bem implementadas e com tecnologias atualizadas, vale lembrar que as brechas existem e o risco é real. Além disso, os modelos de home office e híbrido tornaram a segurança um grande desafio para as equipes de TI.  
 
Vale salientar que muitos colaboradores possuem acesso aos sistemas da empresa em seu celular, aumentando ainda mais o risco para as empresas. 

“Ei, você aí, me dá um dinheiro aí”

Nesse período de feriado prolongado, o que não faltam são ofertas de passagens, hotéis, passeios e festas. De acordo com uma pesquisa da Kaspersky Lab, 35% dos brasileiros estão dispostos a fornecer informações pessoais em troca de cupons, descontos especiais ou programas de fidelidade. Ao fornecerem diversos dados pessoais que poderão ser utilizados em fraudes, a probabilidade de serem vítimas só aumenta. 

O fato é que nesses momentos de euforia os usuários tendem a estar mais desligados quanto às boas práticas contra a engenharia social utilizada nos crimes virtuais. Também estão mais suscetíveis aos cliques e às mensagens apressadas “clique agora e ganhe”, “restam apenas 5 assentos”, “indique 30 amigos e ganhe”…  As abordagens são inúmeras, assim como os riscos. 

“Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô… mas que terror” 

Pensando na crescente onda de golpes, reunimos aqui algumas dicas preciosas para não cair em roubada e aproveitar a folia sem problemas: 

  1. Desconfie sempre de tudo que parecer bom demais para ser verdade. Isso vale tanto para promoções quanto promessas incríveis. 
  2. Evite clicar em links de fontes desconhecidas, especialmente aqueles compartilhados via aplicativos de mensagens e redes sociais. Na dúvida, procure os sites oficiais das marcas. Sites com domínio “https” e selos de segurança são mais confiáveis. 
  3. Mantenha o antivírus dos seus dispositivos (computador e celular) atualizado. 
  4. Utilize somente redes Wi-Fi protegidas, com senha. Redes sem proteção dão aos hackers acesso a dados pessoais e bancários armazenados em seu telefone. Evite fazer compras e transferências por Pix por meio de redes Wi-Fi. Na dúvida, prefira usar seu pacote de dados móveis, sempre que possível, ou compartilhe a de um familiar. Se não houver outra possibilidade, use uma VPN para criptografar sua navegação e proteger suas informações.  
  5. Crie senhas fortes e seguras. Senhas sensíveis podem ser a porta de entrada para cibercriminosos se logarem em sistemas corporativos. Também é fundamental lembrar de alterar as senhas com frequência. 
  6. Procure fazer um carregamento seguro. Sempre que possível, leve um carregador portátil. Totens de carregamento de celular que utilizam cabos USB inseguros podem facilitar a introdução de malwares e o acesso não autorizado aos dispositivos. 

Política de Segurança corporativa

Vale também reforçar, junto aos usuários da empresa, quais as Políticas de Segurança estabelecidas e relembrá-los sobre algumas boas práticas de utilização da internet e como funcionam os golpes de phishing.  

Tecnologias modernas e processos bem formatados não são suficientes quando o elo mais fraco da segurança não é continuamente aculturado sobre os perigos cibernéticos.